segunda-feira, 29 de junho de 2009

Piscina de bolinhas.

A reflexão faz-se necessária; em primeiro lugar, seria ela feita por alguns homens com sacos escrotais titânicos ou por alguns menores, removidos cirurgicamente e em grande quantidade? Em seguida, vem a questão dos pêlos; ausentes, aparados ou abundantes? Qual das opções teria mais eficácia funcional? Como se não bastassem as complicações, ainda surge a dúvida do cheiro, que pode ser natural ou perfumado (das duas maneiras distintas). Por fim, despontam as perguntas acerca do formato, da textura e da cor. Mais enrugados, mais lisos? Testículos simétricos ou assimétricos? Hispânicos, nipônicos, caucasianos, ou negros? Seria positivo misturar as opções ou optar pela tradicional escolha padronizada em cada quesito?

Sim, sei bem como é. Sinto-me sobrepujado - assim como você deve se sentir - com a gama quase infinita de opções, com cada escolha pesando como o mundo nos ombros de Atlas. Por isso meu receio em admitir que eu escolheria sacos escrotais gigantes de cores variadas, textura predominantemente lisa, testículos assimétricos, depilados e borrifados com o último eau de toilette da Hugo Boss, conferindo um odor decidido, porém suave e discreto.

A piscina teria cinco metros de profundidade. Os rapazes ficariam sentados na borda, em círculo, trajando blazers italianos e deixando seus sinos pendularem. Seriam poucos deles, para que houvesse espaço o bastante para uma saudável colisão entre os orgãos, facilitada pelo movimento do banhista. O ideal seria uma força de impacto que pudesse causar traumas leves e eventuais desmaios, conferindo uma dose extra de adrenalina à experiência. A saída envolveria um escalada deveras desafiadora e recompensante pelos montes volúveis até o braço de um dos moços, que ajudaria o banhista com um impulso final para deixar a piscina.

Claro, não declaro minha escolha como absoluta. É apenas meu setup pessoal, baseado em vários momentos de pensamento reflexivo. Quisera eu ter recursos para experimentar ao invés de apenas teorizar! Assim seria possível realizar a parte empírica, enriquecer as hipóteses e levantar novas questões, tornando este delicado estudo ainda mais complexo e completo. Visto que trata-se apenas de uma utopia minha, rogo-lhe que faça sua própria análise e compartilhe suas conclusões, bem como todo o processo de elucubração que vem antes, justamente com o intuito de enriquecer o conhecimento dos entusiastas da piscina de bolinhas.


Carinhosamente,

Homossexual do Banheiro.

14 comentários:

Luca disse...

Simplesmente fantástico!

ainda pensando em quais bolinhas estariam na piscina...

pilambrosio disse...

Cacete, Luquete. Excelente!

Ler seus textos me dá uma pusta vontade de voltar a escrever no meu falecido blog!

Jio disse...

A ausência de vaginas me cativa. Quanto seria o custo de tal maravilha?

Alfredo Souza disse...

Eu animo me banhar numa piscina de bolas. Curti demais o txt. =*

M.D.O.M. disse...

Porra, poético demais esse texto.
Preciso de um tempo para pensar sobre.

morto_outra_vez disse...

=O

Lipik disse...

Bala. O mais doido, é que nesse post inteiramente dedicado a bolas, ainda assim, foi menos escroto do que Transformers 2.

Leo Bryan disse...

Mágico.

alice leão disse...

ai lucasterra, AI.

Rayane Falcão disse...

O segredo da piscina de bolinhas ta nos olhos de quem vê, reflete, ou sente...

Refletir é estar perto de óculos fumê.
Teorizar é a lucidez de um hipócrita.
Sentir é melhor que teaorizar...

Mas isso é so pra quem tem a coragem de se atrever,
ou admitir-se atrevido.



Adorei Harry!

Alexei Fausto disse...

Realmente é algo que se faz necessário pensar com mais calma.

E o Lipão tem razão sobre Transformers 2...

40>0 disse...

ora bolas

pati disse...

Manda isso para um edital de arte contemporanea que vai passar em primeiro lugar, e seu sonho pode virar realidade.

Boi disse...

Show de bolas. rsrsrssssrsrsrs